quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

.JONAS, TENTANDO FUGIR DE DEUS

TEXTO: Jn 1.1-3
INTRODUÇÃO: A Bíblia fala que Jonas era profeta, filho de Amitai (1.1) e morava na cidade de Gate-Hefer, na tribo de Zebulom, no norte de Israel, a sete quilômetros de Nazaré (2Rs 14.25).
·         Jonas era Galileu e contemporâneo dos profetas Amós e Oséias.
·         O nome Jonas “Yonah” no Hebraico significa “pomba”.
Ø  Mas a vida de Jonas nega seu nome. Como disse Dionísio Pape, “Gavião teria sido mais apropriado”
TRANSIÇÃO: O chamado de Deus para Jonas era para que ele fosse a Nínive anunciar um clamor contra ela, porque sua malicia havia subido diante de Deus (Jn 1.2).
·         Jonas prefere ir para o caminho contrario.
Ø  A distância para Nínive era de 800 km por terra, já para Társis seria de 3.000 km de navio.
Ø  Mesmo assim Jonas preferiu o caminho mais longo e difícil.
EXORDIA: Por que Jonas quer fugir?
1.      POR QUE IR PARA TÁRSIS E NÃO NÍNIVE?
        I.            Porque Nínive era a capital da Assíria, uma ameaça a Israel.
·         Jonas profetizou a prosperidade do Reino do Norte no reinado de Jeroboão II (793-753).
Ø  Naquele tempo os ricos estavam ficando muito ricos às custas do empobrecimento da maioria (2Rs 15.20).
Ø  Paradoxalmente, esse foi um tempo de grande expansão militar (2Rs 14.25,28).
Ø  É bem provável que Jonas nesse tempo tenha se tornado num profeta ideologizado.
Ø  Jonas tinha consciência de que nos seus dias a grande ameaça para Israel era a Assíria, cuja capital era Nínive (2Rs 15.19).
·         Esse é o sentimento de Jonas e as suas motivações para fugir da missão
Ø  Jonas deseja ver a total destruição de Nínive, a capital da Assíria, e não a sua salvação
Ø  George Robinson diz que sendo Jonas um nacionalista extremado, mesquinho, e vingativo não podia entender porque Deus desejaria que ele pregasse a um povo que queria devorar a Israel.
·         Os Ninivitas era uma raça sensual e cruel.
Ø  Eles viviam de sangue e traziam cabeças humanas de seus inimigos de outras cidades e empilhavam.
      II.            A decisão de seguir o caminho oposto.
·         A distância para Nínive era de 800 km por terra, já para Társis seria de 3.000 km de navio.
Ø  Jonas prefere o mais difícil.
Ø  Por traz dessa atitude existe o preconceito de Jonas.
2.      DEUS, O SENHOR DA NATUREZA:
        I.            Deus estava na tempestade.
·         O mar esta agitado, o navio quase despedaçado.
Ø  As ondas eram gigantes.
Ø  Os marinheiros entenderam que a tempestade era sobrenatural, porque cada um clamava o seu Deus.
Ø  Ate chamarem Jonas para invocar o seu Deus.
      II.            O grande Peixe:
·         Alguns estudiosos, dando rédeas à sua imaginação fazem do grande peixe que engoliu Jonas o centro deste livro.
Ø  Mas, o peixe não é o personagem principal do livro, nem mesmo Jonas;
·         Deus é Deus é o Senhor não apenas de Israel, mas da natureza, da História e de todas as nações.
Ø  O peixe só é citado duas vezes no livro enquanto Deus é quem ordena a Jonas a ir a Nínive.
Ø  Deus é quem manda uma tempestade atrás de Jonas.
Ø   Deus é quem manda o peixe engolir Jonas e depois vomitá-lo.
Ø  Deus é quem novamente comissiona Jonas a pregar em Nínive.
Ø  O peixe é um instrumento providencial de Deus, só isso.
3.      O PROFETA JONAS E SUA MENSAGEM:
        I.            Saltino Gomes Coelho Filho diz que Jonas foi o mais estranho de todos os profetas.
·         Sua mensagem produziu efeitos até naqueles que não o ouviram diretamente.
Ø  Nenhum outro pregador foi tão bem sucedido.
Ø  Nem mesmo Jesus, pois muitos se opuseram à sua pregação.
Ø  No hebraico, o sermão de Jonas se compunha de apenas cinco palavras, nada mais. E que impacto!
Ø  Sua mensagem era de Juízo.
·         Jonas fez todo o possível para que sua missão fracassasse.
Ø  Um espírito indignado, um preparo insatisfatório, um sermão medíocre.
Ø  Resultado: um sucesso tremendo!
Ø  A maioria dos pregadores trabalha duramente para obter bons resultados;
Ø  Jonas trabalhou durante para não ter bons resultados, mas ele teve sucesso,
Ø  Jonas foi o único pregador da história que ficou frustrado com o seu sucesso.
·         O que aprendemos com isso:
Ø  A mensagem era de Deus e não de Jonas.
Ø  Quando a mensagem vem de Deus ela surte efeitos extraordinários.
      II.            O ARREPENDIMENTO DOS NINIVITAS:
·         Nínive ouviu e creu na mensagem.
Ø  Lembrando que era uma mensagem de Juízo.
·         Eles anunciaram um Jejum, e arrependidos todos, ricos e pobres, famosos e desconhecidos, importantes e humildes, vestiram-se com pano de saco (Jn 3.1-5).
·         O arrependimento da cidade mostra que Deus não faz acepção de pessoas.
4.      O LIVRO ENSINA SOBRE SALVAÇÃO:
        I.            A salvação é uma dádiva oferecida a todos os povos e não apenas aos judeus
·         Jonas tentou fugir da presença de Deus não com medo da sua ira, mas com medo da sua misericórdia.
·         Tinha prazer de pregar condenação aos pagãos, mas não se alegrava com sua salvação.
      II.            A salvação é uma dádiva de Deus recebida pela fé e não obtida pelas obras
·         Os ninivitas eram pessoas pagãs e viviam sem luz e sem santidade.
·          Eles eram perversos, truculentos, sanguinários e idólatras.
Ø  Pelas obras, eles jamais seriam salvos.
Ø  Eles viviam sem esperança e sem Deus no mundo.
Ø  Mas, Deus os amou e enviou-lhes um mensageiro e eles se arrependeram e creram na mensagem e foram salvos.
Ø  Ainda hoje, o método de Deus de salvar o homem é o mesmo.
Ø  A salvação não é uma conquista do homem, mas um presente de Deus.
Ø  A salvação não é resultado do que o homem faz para Deus, mas do que Deus fez pelo homem.
Ø  A salvação não é o caminho que o homem abre da terra para o céu, mas o caminho que Deus abriu do céu para a terra.
Ø  A salvação é de graça para o homem, mas custou tudo para Deus.
Ø  Ela é gratuita, mas não é barata.
Ø  A verdade central do livro de Jonas é que “ao Senhor pertence a salvação” (2.9).